sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

22 de dezembro

         [ Praticamente, somente agora senti que o Natal está próximo. Com esse calendário letivo todo desorganizado ( férias em setembro, aulas em dezembro e janeiro), perdi a noção de tempo. Felizmente, eu e toda a equipe gigantesca da universidade (alunos, professores, funcionários), tivemos um intervalo para descanso no meio de um semestre conturbado. Agora, no terceiro dia de recesso,]
         É tempo de família. É tempo de amigos. É tempo de transição. É tempo de reflexão. O ano que chega e o que vai. É inevitável fazer aquele balanço de tudo o que passou. Reviver alguns momentos marcantes. Assim como é inevitável fazer planos para o próximo ano. Aliás, também não deixamos de lembrar os que fizemos na mesma época do ano passado e não cumprimos. E se cumprimos alguns, festejamos. É mais um ano que se vai. Ainda que seja pouca a minha experiência de vida, ela já me mostra a massacrante rápida passagem de tempo. E dói. Dói ver o tempo escorrendo por entre seus dedos. Milhares de planos escorrendo juntos. Já é véspera de Natal! Mal tive tempo de cumprir as promessas do Natal passado. Será que não cumpri por falta de tempo mesmo?
         É menos evitável ainda deixar de pensar sobre tais coisas neste momento. Há dez minutos, lía uns versos do senhorzinho Itabira, enquanto suspirava ao contemplar a Lua, magnífica Lua. "Did you exchange a walk on a part in the war for a lead role in a cage?" era o que saía da caixinha de música, meu trecho favorito de "Wish you were here". Me dei conta de que dali a uma semana e meia acabaria o ano. Tão estranho pensar nisso. Deixei tanto no caminho. Tanto contive... "We're just two lost souls swimming in a fish bowl, year after year, running over the same old ground. What have we found? The same old fears " continuava a música. Fechei os olhos, e os dois grandes eu's igualmentes perdidos no grande aquário. Os eu's fragmentados, dispersos por aí. Talvez seja a hora para isso: catá-los e juntá-los. Com certeza terei algo como uma pintura cubista. Porque várias peças não se encaixam muito bem.
         Ah! Os planos, os planos. Quando mudá-los? Quando abandoná-los? Quais abandonar? Troca de ano inspira esses tipos de reflexões.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Noções

[ Essa poesia me foi apresentada por um querido amigo. Achei muito adequada para o blog e para mim e aqui está.]



De Cecília Meireles




Entre mim e mim, há vastidões bastantes

para a navegação dos meus desejos afligidos.



Descem pela água minhas naves revestidas de espelhos.

Cada lâmina arrisca um olhar, e investiga o elemento que a atinge.



Mas, nesta aventura do sonho exposto à correnteza,

só recolho o gosto infinito das respostas que não se encontram.



Virei-me sobre a minha própria experiência, e contemplei-a.

Minha virtude era esta errância por mares contraditórios,

e este abandono para além da felicidade e da beleza.



Ó meu Deus, isto é minha alma:

qualquer coisa que flutua sobre este corpo efêmero e precário,

como o vento largo do oceano sobre a areia passiva e inúmera...

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

..

Há dias em que a gente acorda e que a gente não quer o mundo.
"Fora todos daqui! Saiam de mim!", pensamos.
Então a gente se recolhe unicamente para o mundo dentro da gente.
Ficamos ali , meio perdidos, meio encontrados.
Tentando encontrar a chave para um enigma que não tem chave.
Porque o código que descodifica este engima muda todos os dias.
Mal chegamos próximos de descobrir um, mal nos distraímos,
E quando nos damos conta, o código já mudou de novo.

Então perdermos a paciência.
Será que fazemos tanta questão assim de descodificá-lo?
É neste momento que descobrimos o mundo.
Nos deslumbramos com o mundo.
Percebemos as coisas maravilhosas que ele pode nos proporcionar.
Então o abraçamos forte.
E vamos por aí, com olhos curiosos, desvendando cada detalhe.
Mas chega o dia da decepção.
Descobrimos que todo o deslumbre,
na verdade, era coisa da nossa imaginação.
E a verdade é muito azeda.
Descobrimos que não se passam de ideais.


Então, vamos, pouco-a-pouco, nos recolhendo outra vez para nosso próprio umbigo.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Pastelaria

De Mário Cesariny de Vasconcelos

Afinal o que importa não é a literatura
nem a crítica de arte nem a câmara escura

Afinal o que importa não é bem o negócio
nem o ter dinheiro ao lado de ter horas de ócio

Afinal o que importa não é ser novo e galante
- ele há tanta maneira de compor uma estante

Afinal o que importa é não ter medo: fechar os olhos frente ao precipício
e cair verticalmente no vício

Não é verdade rapaz? E amanhã há bola
antes de haver cinema madame blanche e parola

Que afinal o que importa não é haver gente com fome
porque assim como assim ainda há muita gente que come

Que afinal o que importa é não ter medo
de chamar o gerente e dizer muito alto ao pé de muita gente:
Gerente! Este leite está azedo!

Que afinal o que importa é pôr ao alto a gola do peludo
à saída da pastelaria, e lá fora – ah, lá fora! – rir
de tudo

No riso admirável de quem sabe e gosta
ter lavados e muitos dentes brancos à mostra


Nobilíssima Visão (1945-1946), in burlescas, teóricas e sentimentais (1972)

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Revelação

Não quero mais a lapidação de mim!
Agora eu abraço meus anseios,
abarco meus desejos,
e aceito meus defeitos.
Se quer mesmo saber, que venham os defeitos!
Abri mão de me consertar,
de ficar o tempo todo tentando chegar à conclusão que eu nunca vou ser.
Ah! Agora? Eu venero meus defeitos.
Vanglorio meus erros.
Me divirto com eles.

É, eu já pisei na java mil vezes!
Já fiz tomei milhares de escolhas erradas sim,
E me arrependi tanto que errei de novo!
Claro que eu me arrependi depois, então fiquei me torturando até errar outra vez.
Fiquei lá sentada no chão, tentando remontar meus cacos.
Mas as peças desse quebra-cabeça não encaixam, né?
Fazer o quê?
Vai ver elas não devam se encaixar.

Sou birrenta sim,
contraditória sim,
imperfeita sim!
Não sou santa!
Estou longe, bem longe, de ser uma princesinha
dessas de romancinhos e nem das de Esopo.

É que eu me divirto muito mais fazendo papel de vilã,
que é sádica, que é destrutiva, que é divertida.
Aquela que nada num sentido, até que
os outros peixes decidam nadar no mesmo sentido que ela,
Aí ela dá um jeito de ir para o outro lado só para nadar contra a maré.
Pura implicância!


Além disso, sou cheia de vícios.
Mas não são esses vícios terrenos não.
São de outra instância.
E são piores! Ah se são!

Eu me libertei nos meus conflitos,
nas minhas intrigas entre eu e eu mesma.
Voei, voei e voei, e,
lá em cima,
descobri que queria mergulhar.

Não, meu bem, estabilidade não é para mim.
A incerteza me traz vida.
Oscilo entre o yan e yang.
....
(to be continued)

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Haiti [Caetano Veloso e Gilberto Gil, letra de Caetano Veloso]

(1993)

Quando você for convidado pra subir no adro da
Fundação Casa de Jorge Amado
Pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos
Dando porrada na nuca de malandros pretos
De ladrões mulatos
E outros quase brancos
Tratados como pretos
Só pra mostrar aos outros quase pretos
(E são quase todos pretos)
E aos quase brancos pobres como pretos
Como é que pretos, pobres e mulatos
E quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados
E não importa se olhos do mundo inteiro possam
estar por um momento voltados para o largo
Onde os escravos eram castigados
E hoje um batuque, um batuque com a pureza de
meninos uniformizados
De escola secundária em dia de parada
E a grandeza épica de um povo em formação
Nos atrai, nos deslumbra e estimula
Não importa nada
Nem o traço do sobrado, nem a lente do Fantástico
Nem o disco de Paul Simon
Ninguém
Ninguém é cidadão
Se você for ver a festa do Pelô
E se você não for
Pense no Haiti
Reze pelo Haiti

O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui

E na TV se você vir um deputado em pânico
Mal dissimulado
Diante de qualquer, mas qualquer mesmo
Qualquer qualquer
Plano de educação
Que pareça fácil
Que pareça fácil e rápido
E vá representar uma ameaça de democratização
do ensino de primeiro grau
E se esse mesmo deputado defender a adoção da pena capital
E o venerável cardeal disser que vê tanto espírito no feto
E nenhum no marginal
E se, ao furar o sinal, o velho sinal vermelho habitual
Notar um homem mijando na esquina da rua
sobre um saco brilhante de lixo do Leblon
E quando ouvir o silêncio sorridente de São Paulo diante da chacina
111 presos indefesos
Mas presos são quase todos pretos
Ou quase pretos
Ou quase brancos quase pretos de tão pobres
E pobres são como podres
E todos sabem como se tratam os pretos
E quando você for dar uma volta no Caribe
E quando for trepar sem camisinha
E apresentar sua participação inteligente no bloqueio a Cuba

Pense no Haiti
Reze pelo Haiti

O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui

domingo, 7 de novembro de 2010

Anestésico !!

Sentia o frio do vidro enquanto encostava a ponta do nariz e o meio da testa. A chuva caindo sobre coisas lá fora trazia lembranças. Aquela manhã chuvosa deixava tudo com o ar de melancolia e suplicava o aconchego. Vinha para impedir que se saísse antes do dia começar. Ela estava reclusa em pensamentos fora desta dimensão.


O som da chuva era o único silêncio. Que silêncio, que parecia ser o passaporte para o mergulho profundo naquilo que não vem diretamente à mente. Uma gota saía sob o pequeno bloco de vidro em que encostava a cabeça. Não poderia dizer se era água de chuva ou água de lágrima. Ambas significariam nada. Foi o que aconteceu: Singelos e puros símbolos de expressão de sentimento que, naquele momento, tudo significavam menos sentimento. Aquela paisagem separada dela por um vidro a encantava e entristecia. E sentia uma enorme gana de alcançá-la, ela a sentia dentro de si e também sentia que ela, a paisagem, não pertencia a ela.

O silêncio permanecia e, em busca de algo que preenchesse o vazio instalado na parte interna do centro do meu peito, abandonou a paisagem verde, parada e molhada. Saiu dali arrastando os chinelos, tentando se proteger do frio, aquecendo as mãos frias e secas na caneca de café. Fechou os olhos acreditando em nada, não pensava no que viria durante o dia. Não queria. E nem vivia o momento. Estava apenas ali, perdida em si no seu automatismo anestésico.

Havia dormido talvez por horas que preencheriam uma vida. Uma breve vida, mas uma vida. Tempo mais que o suficiente para satisfazer a sede de apaixonados, na luta contra o tempo. O tempo... Naquele momento, o tempo deixara de ter sua ilustre personificação. Ela dormiu uma noite sem sonhos e acordou tão cansada quanto estava quando se deitou.

Sentou em algo confortável, se ajeitou ali e olhava distante enquanto tomava o seu café. Estava longe e estava em lugar nenhum. Noutro momento, perguntara-se se o breu que a impedia de ver o seu interior era simplesmente o vazio absoluto ou era mesmo a escuridão que deixava tudo vazio.

O embate com a realidade se deu com o barulho do telefone, que a fizera esquecer daquilo, pelo menos por uns momentos, e voltar para as suas obrigações cotidianas. Nada importante aquele telefone, a não ser isso. Desligou, passou a mão nos cabelos desalinhados pelo movimento no travesseiro, e respirou profundamente, como que se buscasse fôlego para se manter firme até o fim dia e assim o dia seguinte. Andou agora com mais pressa até o banheiro para se aprontar. Tomou um banho quente, deixando que a água caísse em seus ombros com a mão de quem dá força, seguiu com o seu ritual matinal nada mágico, juntou suas coisas e saiu para o mundo que não poderia esperar por ela.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Anestésico

Acordei e me olhei no espelho. E era apenas a mera imagem da minha pessoa. Algo tão banal. Tão normal. Hoje é apenas mais um dia. Mais uma manhã. Mais uma tarde. Mais uma noite. Tudo, o som do barulho caindo na janela dos carros correndo na rua, da conversa entre vizinhos, o cortejo cotidiano, o latido do cachorro... tudo é apenas mais um som. Nascemos porque temos que nascer, e então vamos vivendo. Um vivo tão morto. Agimos automaticamente.  Por mais que algum fato abale nossas vidas por alguns segundos, no fim, continuamos a viver cada dia como se fosse todos os dias. O mesmo ciclo de vida. Numa ação e reação contínua. Os mesmos sentimentos, os mesmos procedimentos, as mesmas lições, as mesmas conclusões, as mesmas cores, os mesmos temores. De tanto repetir tudo, nos tornamos anestesiados.  Estamos imersos nessa mesmice, afogados pelo cotidiano. E seguimos vivendo. Vivendo e vivendo e vivendo e morrendo. Eu chego nessa vida e saio dela. Tão anestésico que me tornei cega. Tão automático que vamos caminhando entre as engrenagens frias e duras do relógio.  De um jeito ou de outro, continuamos parados, acomodados em nosso cotidiano ordinário. Não sinto. 

Hoje acordei, vivi e fui dormir. Hoje foi apenas mais um dia. Eu permaneço anestesiada.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Baile das cores

Fiz um Baile e convidei todas as cores.
O Azul se perdeu,
O Amarelo fugiu,
O Vermelho teve medo,
O Verde se esqueceu,
O Roxo não quis vir,
O Laranja ficou do lado de fora,
O Rosa ficou envergonhado,
O Preto e o Branco...
Esse vieram.
Vieram juntos.
Tão juntos que viraram Cinza.
Só o Cinza está presente
- O Cinza, um indeciso.
O meio-termo entre Preto e Branco.
A dualidade tão repetida de Nada e Tudo.
A fuga de sentimento, de intensidade.
A falta de vida.

No meu Baile, só há cinza.   

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Admirável mundo novo

Depois de quase seis meses vendo tudo como uma pintura impressionista, finalmente criei vergonha e comprei meus óculos. Fui buscá-los ontem, e da ótica já parti para outras bandas. Impressionante como lentes novas realmente transformam tudo. Mal pisquei os olhos para observar aquele trajeto que fazia e ainda faço todos os dias. Agora, com as novas lentes. Tudo estava diferente! As cores, os detalhes e até o formato estava levemente alterado. E a minha imagem no espelho então...Li todas as placas do caminho. Todas mesmo! Observei todas as pessoas. Todas as paisagens. Reconheci as pessoas sem que elas estivessem tão próximas. Notei o quanto a cidade estava cinza. O quanto as queimadas haviam atingido nos últimos dias...
 Será bacana depender de ninguém para pegar o ônibus certo. E não pedir ajuda à velhinhas na parada de ônibus. E conseguir anotar tudo o que está no quadro. Independência visual?!
 : )

(Precisava compartilhar esta experiência).

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Um manto negro e pesado me deixa constatemente cansada e desmotivada agora. Sou fraca e frágil. Sei que posso ser forte. E não quero ser forte. Mas não me contento com a fraqueza. Eu me pergunto se pararei de chorar até o fim do dia. Eu me pergunto se consiguirei algum dia expressar mais claramente o que é isso. Isso o que sinto. E pergunto ao cosmos se desvendarei o mistério de mim. Porque agora, agora mesmo, eu não tenho e não quero nada. Não quero pessoas. As pessoa não me convêm. Nada quero. Porque tudo foge de mim e fujo de tudo. Nada tenho porque fracasso e desorientação não significam nada. Nem a mim mesma, porque me perdi e meio à minha confusão. Qual é a razão da existência?

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

O incômodo invisível, indefinível

Falar sobre algo que não sabemos o que é me parece ser uma tarefa muito difícil. Há algum tempo algo vem me incomodando. Mas eu não sei dizer o que é. Não consigo encontrar uma palavra que o defina com clareza ou algo perto disso. É muito abstrato. Como desabafar algo que você nem sabe o que é? Um sentimento novo? Louco, talvez? Eu não sei. Só sei que ele me pertuba há muito, muito tempo. E tem me pertubado mais nos últimos dias. O que posso dizer sobre essa coisa é que ela faz com os momentos de bem-estar e felicidade sejam 'eventos', porque ela predomina os outros momentos. Esses momentos 'bliss' parecem ser aquele intervalo de descanso. E sim, quando estou com essa coisa não estou bem. Não é eu esteja ruim. Mas não estou bem também. A vida perde o brilho. Perco a empolgação com as coisas que eu mais gosto e me divirto. Sinto uma dificuldade enorme em encontrar o prazer nas coisas. E me frusto muito. Me sinto impedida por mim mesma de alcançar qualquer coisa. As lágrimas descem sem emoção. Um forte ímpeto de fuga não sai de minha mente. Um sentimento de total inadequação ao mundo transborda em mim. Não, não é algo passageiro. Não, não há motivos para me sentir assim. Ao contrário, tanto não tenho motivos como a própria falta deles ainda me causa repugnância de mim mesma. Pareço tomar litros de de melancolia todos os dias no café-da-manhã. Os meus eus estão um em frente ao outro, nuam luta selvagem que não tem nem finalidade nem resultado. O que está acontecendo comigo? Como posso progredir se estou assim? Essa sou eu mesma ou eu estou fora de mim? Não consigo encontrar minha vontade. Estou fugindo de mim.É medo? Medo de mim? Medo do fracasso? Falta de objetivos concretos. Excesso de anseios e frustações. Ambições sem ambições. Quem irá entender? E é para se entender? Uma cegueira que vai além da cegueira física, porque insisto em tropeçar nos meus pés. Por que não estou feliz com os meus pés?

domingo, 5 de setembro de 2010

Em meu quarto, há um espelho razoavelmente grande pregado na parede, e fica em frente à cama. Não tão grande assim. Mais ou menos 1,5 X 0,7m. Um dia desses, como sempre faço, cheguei em casa e fui direto ao meu quarto. Sentei na cama e olhei para o espelho e vi que o quadro atrás de mim refletido no espelho estava torto. Me levantei e tentar ajeitar o ângulo do quadro.
Voltei a me sentar em frente ao espelho, mas logo me levantei para colocar a cama no ângulo certo também. E ,quando me dei por mim, estava trocando tudo de lugar, ajeitando o ângulo das coisas porque estava tudo torto. Fiz uma revolução no meu quarto: consertei a posição da mesa, dos objetos em cima dela, do sapato no canto da parede, das cortina, do criado-mudo, das fotografias....Uff!
Retornei à posição inicial. Não era possível que as coisas no quarto continuavam tortas. Entretanto, olhei para o espelho e as coisas pareciam estar mais tortas ainda. Foi quando, já irritada, eu notei que o que estava torto era o espelho!

Voltamos à discussão sobre referenciais, não

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Nada e tudo

Nada tenho
Tudo quero
Tudo, tudo está misturado.
Nada, nada é verdadeiro...

O que foi que pensei quando assim te olhei?
Era tudo? Ou simplismente o nada?
Fomos ao nada e pensamos que era tudo.
Tudo é nada e nada é tudo?

Aonde está a lógica desse sistema?
Aonde está o sentido deste poema?
De onde tirei que lógica e sentido são baseados em tudo e nada?

Talvez se eu abrisse um espaço entre cada letra de NADA
e mudasse a posição, ANDA, teria mais sentido. Teria?
E TUDO? OTDU, DOTU, TODU, UDOT, OTUD...

domingo, 29 de agosto de 2010

Nega do cabelo duro, qual e o pente que te penteia?

Não dá pra negar que os cabelos são consideradíssimos em nossa cultura, não só para mulheres quanto para homens. Eles podem dizer muito e muito podemos dizer sobre eles. Um trabalhinho da faculdade trazia como base um texto muito interessante sobre cabelos e afrocultura. Achei que deveria levar o texto para frente, pois é muito pertinente. E recomendo a todos a leitura deste. Encontrei-o aqui na Internet ( viva a Era Digital) e é acessível pelo link abaixo. Está em Inglês. Para quem conhece a língua, hora de colocá-la em prática. Para quem não conhece, Google Translator ajuda.   
Depois, deixei aqui zilhões de fotos de cabelos afro assumidíssimos, que dá a finalização para o texto.
Enfim, o texto está no endereço http://www.zcommunications.org/straightening-our-hair-by-bell-hooks . Enjoy it!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Que bom seria se pudéssemos nos alimentar de sonhos!
Que bom seria se eu pudesse ter mais tempo para ler o que gosto, para ouvir o que gosto, para conhecer o que sinto vontade de conhecer e aprender,  para fazer o que gosto e do meu jeito!
Eu criei um mundo só para mim. Num gesto de fuga dessa realidade massacrante.
Mas não quero fugir para lá. Ao contrário, o que desejo é trazer um pouco de lá para cá.
Queria mesmo mais espaço para me expandir, usufruir da criatividade... o Ser Humano é criação.
Quero mesmo remoldar o tempo a meu caráter,
E poder curtir cada minúscula fração dele.

sábado, 17 de julho de 2010

Carta a um velho amigo

Meu amigo,

Por meio desta, venho em resposta aos últimos atos. Antes de tudo quero lembrar-te daqueles tempos de outrora. Daqueles tempos em que não havia dor, não muita. Havia alegria e prazer. Não te recordas daquela tarde azul? Daquela que, enquanto eu contemplava o céu nos teus olhos, tu contemplavas o mar no meu cheiro, afagando meus cabelos. Ou daquela vez em que sentimos a brisa mais doce e suave de nossas vidas ao molhar nossos pés, sentados à beira do cais.
                  Era tempo de paz, meu caro. Ainda hoje, gosto de lembrar o jeito como você me abraçava. Eu me sentia segura, como se nada ruim pudesse me atingir. E se me atingisse, sabia que estarias ao meu lado, me dando força. Éramos amantes, amigos, companheiros...
                  Recordo-me daquele beijo embaixo daquela enorme escultura de elefante. Na minha cabeça, tudo girava. Meu coração explodia. Nossos desejos se correspondiam. Ou daquele que demos antes que partisses. Esse, portanto, era doce e amargo. Sentia uma alegria em ter aquele sentimento divino por ti, mas tudo me doía quando vía que te perdería. Aquela chama estava em sua plenitude quando fora brutalmente  sufocada pelo destino.
                 Fomos obrigados a nos conformar. O que deveríamos fazer?  Sei que, depois daquilo, muito sofri. Muito me arrependi. Muito perdoei. Mas hoje. Hoje, doce amigo. Venho a te dizer que o que sentía por você, passou. O tempo, como sempre faz, o curou. Ainda há cicatrizes, mas elas estão bem cicatrizadas. E me servirão de lembrete para seguir em frente.
                 Desejo-te, então, muita alegria. Porque agora estou bem. E te quero bem. Saiba que não esqueço de tudo o que passou. Tivemos maravilhosos momentos. E destes vou me lembrar. Entretanto, me lembro deles com ternura, e não com dor e nem mesmo paixão.
                                                          
                                                                                                                               Carinhosamente,
                                                                                                                                                  Ely


sexta-feira, 16 de julho de 2010

O processo

Paro. Penso. Escrevo. Apago. Penso. Pesquiso. Penso. Paro. Escrevo. Modifico. Conserto. Revejo. . Refaço. Me frustro. Paro. Levanto-me. Abro a geladeira. Fecho-a. Brinco com o cachorro. Paro. Penso. Analiso. Volto à posição inicial. Leio. Analiso. Escrevo. Apago. Pesquiso. Me perco no meio das informações. Respiro fundo. Escrevo. Apago. Escrevo. Me desespero. Paro. Desespero-me. Paro. Penso. Escrevo. Deixo. Escuto. Atendo ao telefonema. Volto. Sento-me. Escrevo. Releio. Confundo-me. Escrevo. Apago. Leio. Distraio-me. Leio. Escrevo. Faço outra coisa. Volto. Leio. Distraio-me. Escrevo. Apago. Conserto. Escrevo. Lembro-me de outra coisa. Esqueço. Pesquiso. Escrevo. Modifico...
Let's stop with all this cold, unfelling, indifference and friends. .. "This could be the end of everything.../So why don't we go /Somewhere only we know?" Warm it up, maybe...
Ah, sim! O mundo é grande...e tenho sede de conhecê-lo!

Consideração do poema

Carlos Drummond de Andrade

Não rimarei a palavra sono

com a incorrespondente palavra outono.

Rimarei com a palavra carne

ou qualquer outra, que todas me convêm.

As palavras não nascem amarradas,

elas saltam, se beijam, se dissolvem,

no céu livre por vezes um desenho,

são puras, largas, autênticas, indevassáveis.



Uma pedra no meio do caminho

ou apenas um rastro, não importa.

Estes poetas são meus. De todo o orgulho,

de toda a precisão se incorporam

ao fatal meu lado esquerdo. Furto a Vinicius

sua mais límpida elegia. Bebo em Murilo.

Que Neruda me dê sua gravata

chamejante. Me perco em Apollinaire. Adeus, Maiakovski.

São todos meus irmãos, não são jornais

nem deslizar de lancha entre camélias:

é toda a minha vida que joguei.



Estes poemas são meus. É minha terra

e é ainda mais do que ela. É qualquer homem

ao meio-dia em qualquer praça. É a lanterna

em qualquer estalagem, se ainda as há.

– Há mortos? há mercados? há doenças?

É tudo meu. Ser explosivo, sem fronteiras,

por que falsa mesquinhez me rasgaria?

Que se depositem os beijos na face branca, nas principiantes rugas.

O beijo ainda é um sinal, perdido embora,

da ausência de comércio,

boiando em tempos sujos.



Poeta do finito e da matéria,

cantor sem piedade, sim, sem frágeis lágrimas,

boca tão seca, mas ardor tão casto.

Dar tudo pela presença dos longínquos,

sentir que há ecos, poucos, mas cristal,

não rocha apenas, peixes circulando

sob o navio que leva esta mensagem,

e aves de bico longo conferindo

sua derrota, e dois ou três faróis,

últimos! esperança do mar negro.

Essa viagem é mortal, e começa-la.

Saber que há tudo. E mover-se em meio

a milhões e milhões de formas raras,

secretas, duras. Eis aí meu canto.



Ele é tão baixo que sequer o escuta

ouvido rente ao chão. Mas é tão alto

que as pedras o absorvem. Está na mesa

aberta em livros, cartas e remédios.

Na parede infiltrou-se. O bonde, a rua,

o uniforme de colégio se transformam,

são ondas de carinho te envolvendo.



Como fugir ao mínimo objeto

ou recusar-se ao grande? Os temas passam,

eu sei que passarão, mas tu resistes,

e cresces como fogo, como casa,

como orvalho entre dedos,

na grama, que repousam.



Já agora te sigo a toda parte,

e te desejo e te perco, estou completo,

me destino, me faço tão sublime,

tão natural e cheio de segredos,

tão firme, tão fiel... Tal uma lâmina,

o povo, meu poema, te atravessa.
A menina ansiosa abre o jornal a procura de notícias, atualidades, informação.
Dá uma olhada na capa, vê algo sobre um assassinato terrível, sobre um jogo de futebol, sobre algo mais.
Passa para o miolo do periódico. Parece ter algo sobre um caso de corrupção descoberto, sobre um problema que nunca é resolvido, uma reclamação, pouca ação, muitos escândalos, poucas mudanças, 
Na parte da cultura, um mesmo carinha com a cara bonitinha mas que, no fim das contas, não é nada interessante. Informações sobre uma guerra sem razão, sobre uma causa perdida que ninguém tira da cabeça, sobre a vida de alguém que parece ter uma vida mais interessante que a nossa, mais uma inovação técnológica que vai se unir à categoria 'a-acessórios' ( coisas que queremos ter, achamos que precisamos ter, mas aquilo não faz difenças nenhuma para nós).

Aquele montade de textos que pareciam estar ali só para preencher espaço.

A menina, ao final, confere a data do jornal. Quis verificar se não havia pegado o jornal dia anterior. Não havia, era o jornal daquele dia mesmo. 
newspaper, de new, não trazia nada, afinal.

Distrações

A Literatura, ainda que perdida no meio de devaneios de um professor talvez excessivamente informado, sempre inspira e enriquece a alma. Enquanto ele nos leva a um caleidoscópio de conhecimentos, milhares de sentenças soltas vêm à mente.

Onde estará agora o discernimento entre realidade e fantasia? Os dois mundos se mesclam psicodelicamente, tentando formar um trança-estrada que não leva a lugar nenhum.
As memórias se laçam com as expectativas, a experiência e a imaginação dançam tango. O professor relaciona o Mito da Caverna com os Shoppings Centers.

O azul , o rosa, o laranja, o verde, o amarelo, o preto, o cinza, o rosa e o branco brincam de pique-e-esconde; os cheiros se misturam e se separam; penso no que eu planejo fazer...terei tempo para fazer tudo? Penso no quanto tenho para aprender, o quanto ainda preciso fazer para chegar perto de onde eu quero. O professor então comenta algo sobre publicação de artigos em revistas acadêmicas.

Penso nas minhas canções favoritas. E quais são elas? Que curioso! Não sei quais são as minhas músicas favoritas... talvez eu não goste de nenhuma em especial. Acho que eu gosto de muitas coisas. Mas nada especialmente. O homem engraçado na minha frente continua a falar. Estou atenta ao que ele fala, mas outra parte de mim não deixa de ligar cada palavra dele a uma outra coisa.

Então paro para observar aquela figura. Tem os olhos cansados, sem perder o brilho. O sorriso amarelo. A sede de um estudioso ainda fortemente presente. A mistura de falta de fé no mundo, com a forte presença da mesma o suficiente para ainda tentar mudar alguma coisa. Imagino as diversas experiências que ele já teve, principalmente as internas. Sinto uma vontade de apertar suas bochechas e pedir que ele nunca desista, mesmo quando completamente ignorado.

Penso então sobre o fim. O que é o 'fim'? Confirmo e duvido da existência deste. O fim delimita, acaba, recomeça... o Fim nos questiona: Qual é a razão disso tudo? Foi útil?  Divagar é bom, mas agora chega.
 Garçom! Por favor, a conta. Enquanto não descobrimos a finalidade do fim, o ponto-final dá um empurraozinho.
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segunda-feira, 12 de julho de 2010

Considerações sobre a estética

Hoje, sentei-me a admirar o belo...?o belo...? o belo...??
o belo o quê mesmo?
Ah! E sabe-se lá o que é o belo?

E eu quero lá saber o que é belo?

Eu quero é sentir o belo!

Desfrute o prazer dos sentidos, deixe-os serem massageados.
Leve-se pelo envolvimento e, principalmente, sinta!

(Entenderemos muito mais, nós os leigos, do que se ficarmos discutindo com Baktin a respeito da Estética. Minhas preces, Baktin!)

No tic-tac da vida, pare. Pare e aprecie!
Escute uma canção e sinta a melodia.
E deixe...
Deixe que teus olhos passeiem sobre a obra,
deixe que ela atinja um campo pouco conhecido em você.
E, sobretudo,
Deixe que a poesia dance e brinque com seus sentimento e pensamentos;
Deixe que as letras cantem e dancem, pintem e sejam.
 ( A concluir)

terça-feira, 29 de junho de 2010

Nouvelle Vague

Vasculhando redes alheias ( de pessoas selecionadas) no ano passado, conheci uma banda nova: a francesa Nouvelle Vague. Todas as suas canções são covers (eu diria mais releituras) de músicas punk e new wave dos anos 1980 adicionadas de um tempero Bossa Nova.  Não é exatamente uma banda, é um coletivo musical organizado e arranjado por Marc Collin e Olivier Libaux que juntam artistas diferentes. Não sei bem como funciona, mas sei que o som é bem legal. O nome do coletivo é uma referência ao movimento artístico francês dos anos 1960. A curiosidade reagiu? < http://www.nouvellesvagues.com/>, que é o site oficial e o endereço do MySpace.com é http://www.myspace.com/nouvellevague Curiosamente, elas ( a formação é em maioria feminina) já passaram pelo Brasil em março deste ano. Inclusive, uma das cantoras é brasileira.


Até lá, curtam a música Love Will Tear Us Apart. =D
http://www.youtube.com/watch?v=u7OS30c2Fys&playnext_from=TL&videos=bSbGbN68ypM&feature=grec_index

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Dialogando com os alter-egos

E eu,
e você?
E o resto?
Cadê?
Caem de ...
Cairemos juntos então?
Tsc! Só mais um ponto-de-interrogação..
Interroga ou prorroga?

E agora? AGORA!
O quê?
Hã?

AH!
Cansei-me,
vou dormir!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Carpe Diem

Hoje acordei meio campestre. O que é novidade para mim. Ironicamente, eu moro em uma chácara a pelo menos três quilômetros da cidade. Desde pequena. Mas sempre relutei contra isso. Não digo exatamente nunca, mas dificilmente me sinto identificada com o campo. Acho que sou mais urbana. Acho que sou meio-termo, na verdade.

Particularmente neste dia de hoje, eu me sinto ligada de alguma maneira a esse ambiente mais simples, mais próximo à natureza. Algo mais arcadista. Um pouco inspirado em Jane Austen talvez. A tranqulidade, o brilho que o sol dá às coisas, bucolicamente. Especialmente a sensação que a manhã dá. A frase perfeita vem da literatura arcadista também: Carpe Diem. Bem adequada para hoje.

Lá estava eu, me sentindo simplismente bem. Vestia uma calça pijama verde e branco xadrez bem folgada de algodão indiano, meias brancas, pantufas vermelhas com bolinhas pretas, e uma camisa cinza de manga comprida com gola. Meu cabelo estava mal arrumado, como quem acaba de acordar e só o prende outra vez para ficar mais firme. E não foi isso que fiz? Meus cachinhos ainda estavam um pouco amassados.

Apesar do sol, fazia frio. Mas este frio logo iria embora, assim que a amnhã terminasse de cair. Tomei um cáfé-da manhã preparado pela minha querida mãe: um suco diferente cheio de coisas saudáveis e naturais, que eu nem sei o que eram, um misto feito com pão integral, e um pouco de café. Já eram quase onze da manhã quando fui buscar um pouco de hortelã na casa de minha vizinha. A casa dela, pelo estilo que tem, me despertou mais ainda o espírito bucólico. Parece um chalé grande. Uma mistura de rústico com zen. O quintal é recheado de plantas, da maneira mais detalhada. De modo a parecer uma tela arcadista. Me senti bem assim, vestida assim, andando no meio do amedoim-forrageiro de minha vizinha.

Minha alma se sentia traquila e pura. Naquele momento, tentei ver o quanto era boa a vida que eu levava. E senti um certo remorso, porque normalmente não sentia aquilo. A sensação de tranquilidade trasncendia minha alma. Senti uma vontade de fazer coisas tranquilas, serenas e , ao mesmo tempo, coisas que ativassem minha mente. Essa vontade também me trazia uma disposição para aprender e melhorar a minah pessoa. De cuidar da minha saúde e de meu cerébro. Algo como ler... Decidi então pegar o livro de Lispector: Perto do Coração Selvagem. Mas logo mudei de ideia, pois não se ajustava ao que sentia no momento. Então fui cuidar da minha saúde. Fiz uma boa limpeza de pele facial. Cuidei da minha saúde dental.

Então decidi me conectar a esse mundo virtual. Para escrever este texto, estudar inglês, conversar com meus amigos , etc. E aqui estou! Almocei enquanto estudava mesmo, o que não algo legal mas foi o que fiz. Continuo com os cabelos bagunçados. E de pijama! Claro que vesti uma blusa mais fresca...

Meus planos para o resto do dia? Bem, para fechar com chave de ouro, assim quer concluir minhas tarefas aqui, vou organizar pela milésima vez meu quarto, tomar um belo banho, me arrumar e vou sair com meus amigos. Nada melhor que, para um dia como esse, assistir a um show de nova MPB..Ana Cañas e Mariana Ayadar..Recomendo! E o melhor, será gratuito! Já tratei de convidar muuitos amigos, para matar a saudade. Mas já consigo vizualizar a bagunça que vai ser: Convidei amigos de grupos diferentes...É a minha tentação. Não é primeira que faço isso, e duvido que será a última. Gosto de reunir todos. Acabo ficando divida, o que é ruim. Mas vejo vários amigos, o que é bom. Talvez fique lá até mais tarde. Mas creio que antes das 23h eu já esteja em casa.

É bom despejar por aqui.
Beijos, e até logo!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Acabei de fazer um teste virtual, vejam o resultado:

"De acordo com suas respostas, você apresenta seis ou mais sintomas que atestam o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade em um de seus três tipos: inatento, hiperativo e combinado. Para ser diagnosticado portador, a pessoa deve apresentar esses sintomas por no mínimo 6 meses. Se julgar necessário, talvez você precise procurar a ajuda de um psicólogo"

O.o

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Aniversário de Brasília

"Vivíamos naquela época como uma grande família, sem preconceitos e desigualdades. Uma vez inaugurada Brasília, vieram os homens do dinheiro, e tudo se modificou: a vaidade e o individualismo mais detestáveis se fizeram presentes"

Essas foram as palavras do arquiteto brasileiro mais famoso, segundo meu conhecimento, em uma entrevista para a Folha de São Paulo sobre os cinquentenário de Brasília. Vejam:
  
Folha - Brasília foi planejada para ser uma cidade mais igualitária, mas acabou se tornando uma das mais desiguais do Brasil. O sr., como um comunista histórico, fica desapontado quando vê esse tipo de evolução? 
Niemeyer - É claro que essa evolução me entristece. Brasília mudou bastante em relação àquele clima de união e solidariedade que reinava em seus tempos originais, quando da construção dos seus primeiros edifícios públicos. Vivíamos naquela época como uma grande família, sem preconceitos e desigualdades. Unia-nos um ambiente de confraternização proveniente de idênticos desconfortos. Uma vez inaugurada Brasília, vieram os homens do dinheiro, e tudo se modificou: a vaidade e o individualismo mais detestáveis se fizeram presentes. Nós mesmos terminamos por voltar, gradativamente, aos hábitos e preconceitos da burguesia que reprovávamos.

Oscar Niemeyer, considerado o pai da arquitetura moderna brasileira, com raízes comunistas, tinha um sonho. A arquitetura poderia trazer uma vida mais igualitária para uma cidade? Receio em dizer, meu caro, que a sede por lucro das pessoas é maior. Aliás, temo mais ainda em dizer que seu sonho não se concretizou nem mesmo quando pensou que sim.

Brasília, como todas as outras cidades, é uma filha do Brasil, que ,por sua vez , é filho do mundo. E o mundo é feito de gente. Como poderia ser diferente em sua construção? Infelizmente, tenho que discordar com você, Niemeyer.  Não posso afirmar com garantia, até mesmo que só poderia fazê-lo se tivesse vivido naquela época. E meus dezessete anos não cobrem esses cinquenta.  Entretanto, não preciso ir muito longe para encontrar fontes que relatam os abusos sofridos pelos trabalhadores da época. Uma grande família? Sem preconceitos e desigualdades? Quem considera como membro dessa família, Niemeyer? Creio que os funcionários da Belacap ou Novacap ficaram excluídos. Exclusão? Mas não era para ser igualitária? Não há meios de fugir deste contraste.

Para construir Brasília, dezenas de trabalhadores vieram de todo o país para o nada que era naquela época. Abandonando a família, para trabalhar dias a fio. Muitos morreram durante as obras. A empresa responsável encobria os fatos. É claro! Não iria
desiludir o país sonho que era a nova capital. Era o símbolo da esperança. Era o lugar prometido. Era cedo demais para desiludir. A Capital mal nascera e já tinha ali todos os defeitos do cidadão brasileiro.  Brasília foi construída em cima de um covil de injustiças. Nada mais adequado para a capital do país. O que veio depois só foi conseqüência e já era esperado.

Diante dos olhos do 'pai', aquele que a projetou, era sim uma família. Mas haveria o pai se aproximado o suficiente da filha para ver o quanto aqueles que realmente tornaram aquele sonho concreto sofriam? Sofriam?






quarta-feira, 21 de abril de 2010

Sentada em frente à tela do meu computador, sinto uma enorme vontade de escrever. Meus dedos estão excitados, buscando diversão: dançar pelo teclado. Mas quando finalmente abro uma janela destinada somente a isso, nada aparece na minha cabeça. Me vejo agora, com os dedos levemente pousados sobre o teclado, esperando que pelo menos um de todas aqueles pensamentos que tanto me assombraram durante o dia todo venha à tona. Mas parece que eles se escondem, por medo ou por vergonha ou por outro motivo que eu desconheça.

Há tanto o que eu gostaria de dizer. Mas acho que ainda não encontrei as palavras certas para fazê-lo.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Gente, até em meu Blog eu sou desorganizada!!! Mesmo com todas essas ferramentas para organizar, eu consigo deixar tudo uma zona.

Para quem acha que desorganização é uma característica, não um defeito. Se engana. Passa a ser um defeito quando te prejudica. Que é o meu caso. Preciso urgentemente consertar isso! Se pensa que não te atrapalha, atrapalha sim e...muito!!!

Para todas as cabeças confusas que estão lendo este post agora: estou organizando o Blog, não se preocupem! Trouxe alguns textos (uns doze talvez) de um outro blog que eu tinha, mas preferi trazer tudo para cá. Afinal, mal consigo cuidar de um , que dirá de dois blogs! Não é verdade?

Que a terra há de comer,
Mas não coma já.
Ainda se mova,
para o ofício e a posse.

E veja alguns sítios
antigos, outros inéditos.

Sinta frio, calor, cansaço:
para um momento; continue.

Descubra em seu movimento
forças não sabidas, contatos.

O prazer de estender-se; o de
enrolar-se, ficar inerte.

Prazer de balanço, prazer de vôo.

Prazer de ouvir música;
sobre o papel deixar que a mão deslize.

Irredutível prazer dos olhos;
certas cores: como se desfazem, como aderem;
certos objetos, diferentes a uma luz nova.
Que ainda sinta cheiro de fruta,
de terra na chuva, que pegue,
que imagine e grave, que lembre.

O tempo de conhecer mais algumas pessoas,
de aprender como vivem, de ajudá-las.

De ver passar este conto: o vento
balançando a folha; a sombra
da árvore, parada um instate
alongando-se com o sol, e desfazendo-se
numa sombra maior, de estrada sem trânsito.

E de olhar esta folha, se cai.
Na queda retê-la. Tão seca, tão morna.

Tem na certa um cheiro, particular entre mil.
Um desenho, que se produzirá ao infinito,
e cada folha é uma diferente.

E cada instante é diferente, e cada
homem é diferente, e somos todos iguais.

No mesmo ventre o escuro inicial, na mesma terra
o silêncio global, mas não seja logo.

Antes dele outros silêncios penetrem,
outras solidões derrubem ou acalentem
meu peito; ficar parado em frente desta estátua: é um
torso de mil anos, recebe minha visita, prolonga
para trás meu sopro, igual a mim
na calma, não importa o mármore, completa-me.

O tempo de saber que alguns erros caíram, e a raiz
da vida ficou mais forte, e os naufrágios
não cortaram essa ligação subterrânea entre homens e coisas;
que os objetos continuam, e a trepidação incessante
não desfigurou o rosto dos homens;
que somos todos irmãos, insisto.

Em minha falta de recursos para dominar o fim,
entrentanto me sinta grande, tamanho de criança, tamanho de torre
tamanho da hora, que se vai acumulando século após século e causa vertigem,
tamanho de qualquer João, pois somos todos irmãos.

E a tristeza de deixar os irmãos me faça desejar
partida menos imediata. Ah, podeis rir também,
não da dissolução, mas do fato de alguém resistir-lhe,
de outros virem depois, de todos sermos irmãos,
no ódio, no amor, na incompreensão e no sublime
cotidiano, tudo, mas tudo é nosso irmão.

O tempo de despedir-me e contar
que não espero outra luz além da que nos envolveu
dia após dia, noite em seguida a noite, fraco pavio,
pequena amplo fulgurante, facho lanterna, faísca,
estrelas reunidas, fogo na mata, sol no mar,
mas que essa luz basta, a vida é bastante, que o tempo
é boa medida, irmãos, vivamos o tempo.

A doença não me intimide, que ela não possa
chegar até aquele ponto do homem onde tudo se explica.

Uma parte de mim sofre, outra pede amor,
outra viaja, outra discute, uma última trabalha,
sou todas as comunicações, como posso ser triste?

A tristeza não me liquide, mas venha também
na noite de chuva, na estrada lamacenta, no bar fechando-se,
que lute lealmente com sua presa,
e reconheça o dia entrando em explosões de confiança, esquecimento, amor,
ao fim da batalha perdida.
Este tempo, e não outro, sature a sala, banhe os livros,
nos bolsos, nos pratos se insinue: com sórdido ou potente clarão.
E todo o mel dos domingos se tire;
o diamante dos sábados, a rosa
de terça, a luz de quinta, a mágica
de horas matinais, que nós mesmos elegemos
para nossa pessoal despesa, essa parte secreta
de cada um de nós, no tempo.

E que a hora esperada não seja vil, manchada de medo,
submissão ou cálculo. Bem sei, um elemento de dor
rói sua base. Será rígida, sinistra, deserta,
mas não a quero negando as outras horas nem as palavras
ditas antes com voz firme, os pensamentos
maduramente pensados, os atos
que atrás de si deixaram situações.

Que o riso sem boca não a aterrorize
e a sombra da cama calcária não a encha de súplicas,
dedos torcidos, lívido
suor de remorso.

E a matéria se veja acabar: adeus composição
que um dia se chamou Carlos Drummond de Andrade.

Adeus, minha presença, meu olhar e minas veias grossas,
meus sulcos no travesseiro, minha sombra no muro,
sinal meu no rosto, olhos míopes, objetos de uso pessoal, idéia de justiça, revolta e sono, adeus,
adeus, vida aos outros legada.

Carlos Drummond de Andrade

Reconstrução da sede da UNE

Quinta-feira, 22 de outubro de 2010.


Na última quarta-feira, 21 de outubro de 2009, representantes locais da UNE (União Nacional dos Estudantes) compareceram ao C.E.M. Elefante Branco, em Brasília, para levar alguns estudantes para o Poder Legislativo para a aprovação do projeto que aprova a reconstrução da sede da UNE na Praia do Flamengo, no Rio de Janeiro.

A antiga sede foi incendiada e destruída no período militar. E, em reparação aos danos do Estado no passado, o presidente Luís Inácio Lula da Silva demonstra aprovação e apoio à UNE. O projeto foi feito por Oscar Niemeyer e ficou orçamentado em R$ 9 milhões.

Durante a sessão, haviam apenas apenas Deputados presentes, e, dentre eles, o único que se posicionou contrário ao projeto foi o Deputado Aleluia (DEM-BA), que alegava estar entregando o dinheiro nas mãos de 'lobistas', e que esse seria utilizado como um 'mensalão' para os estudantes. Os estudantes se manifestaram na frente de seu gabinete na Câmara , logo após a sessão, o acusando de 'filho da ditadura' e criticando seus termos pejorativos.

E agora, estudantes? Apoiar a UNE seria a posição mais sensata, já que é realmente necessário um local fixo para concentrar e estabilizar o movimento estudantil de notória importância no país? Ou será que é preciso rever o projeto, a administração financeira...Analisar se a UNE se encontra menos insenta de intenções políticas? Em qual lado ficar?

                     Incrível como o tempo voa! Parece que foi há minutos apenas que eu estava acordando (atrasada por sinal) para reiniciar minha rotina. E agora o dia já já termina. Essa aceleração da passagem do tempo nos causa uma angústia terrível!!!...Parece que o dia não rende muito, não é? É triste...porque, por passar tão rápido, nem o notamos passar. E por isso , talvez, haja tanta gente infeliz, que não se realizou e a hora passou. Certamente seria o momento de fazer uma respiração de cada vez e aproveitar cada segundinho da vida fazendo coisas boas...boas no sentido de produtivas e prazerosas....Carpe Diem..


QUARTA-FEIRA, 28 DE OUTUBRO DE 2009

Nascer, crescer e...criar!



SEGUNDA-FEIRA, 9 DE NOVEMBRO DE 2009


"Cheguem até a borda, ele disse.






Eles responderam: Temos medo.




Cheguem até a borda, ele repetiu.

Ele os empurrou… e eles voaram. "
  Guillaume Apollinaire 

A capacidade humana de criar realmente é incrível. É muito simples notar esse fato. Basta buscar conhecer as artes, as ciências, consequentemente a tecnologia, e mesmo observando os vários artifícios com que cada um busca viver. Esse fator nos trouxe uma diversidade incrível de opniões , preferências e produções. E essa nossa capacidade de criar, dizem alguns especialistas, é presente em todos nós. Então... por que ainda há tanta gente buscando a fórmula da criatividade?

A questão é que todos nós temos potencial para criar desde criança. É natural do ser humano, que tem um tele encéfalo altamente desenvolvido. Entretanto, a diferença se dá a partir da forma com que tratamos esse potencial na infância. Quando começamos a desenvolver nossa capacidade de criar, essa não deve ser bloqueada. E é necessário de espaço para isso. Os bloqueios aparecem quando temos nossas produções rejeitadas de alguma forma. E as rejeições são causadas pela incrível resistência que temos ao que é novo, ao que muda. Afinal, tendemos querer manter as coisas do jeito que elas são (Inércia). 

Contudo, devemos vencer a nossa natureza, superá-la. Deixando expandir o nosso processo criativo, inovando e buscando sempre formas alternativas para produzir. Para isso, a percepção e busca por conhecimento é um bom caminho. E, principalmente, trasformar suas ideias em práticas. 

A troca


16 de novembro de 2009


Angelina Jolie interpreta Christine Collins em " A troca".
O drama é baseado em fatos reais acontecidos no final da década de 1920 e narra a história de uma mãe solteira que tem seu filho, Walter, desaparecido. Esta então busca todas as formas de ter seu filho de volta. O caso se torna famoso na cidade e, em meio a essa confusão, a Polícia de Los Angeles, acusada de corrupção e incompetência, decide resolver o caso a qualquer custo e assim ganhar status. Entretanto, ao falharem, trazem um outro garoto que alega ser Walter. Christine não sossegará enquanto não provar que este estranho não é seu filho e recuperar seu filho legítimo.

O filme trata de valores como persistência e esperança. Durante a busca pelo seu filho, Christine vai desmacarendo as várias mazelas de nossa sociedade, já existentes naquela época.  Em somente um problema, consegue mostrar várias desvirtudes humanas e profundos problemas sociais, focalizando na rede de corrupções dos órgãos que supostamente deveriam nos proteger.

Outra denotação trata no filme, é a conquista gradual de espaço da mulher na sociedade. Por exemplo, na cena em que o chefe de Christine a elogia como mulher na posição de surpervisora, ou quando Christine é internada num manicômio, cheio de mulheres que acabaram lá por tentaram inverter a posição de reprimidas e agredidas por homens.No elenco, destaque para John Malkovich no papel de um reverendo da Igreja Presbiteriana que, indignado com a corrupção e incompetência da Polícia de Los Angeles, ajuda a Mrs. Collins a desmascará-la. Implicitamente, também o fato do constraste de um ser feminino, delicado mas forte e "autônomo" junto aos vários homens que ocupam os altos cargos.

Quanto à técnica, há duas características do diretor Clint Eastwood: o jogo de sombrar ,para dar maior expressividade na cena, e a de encobrir ceras partes do corpo, dando destaque à somente uma. O filme desemboca num crime homicídio desumano envolvendo até a psicopatia e a capacidade do ser humano de agir contra o outrem. 

Ficou curiosa ou curioso?
 Veja o trailer:

Ficha Técnica:

A TROCA

THE CHANGELING

EUA/2008

140 minutos

DIREÇÃO : CLINT EASTWOOD

ROTEIRO: J. MICHAEL STRACZYNSKI, baseado em fatos reais;

Admirável mundo novo

Renato Russo
Não adianta você vir tentar me aconselhar

Se eu sigo os seus conselhos, eu vou me ferrar.

Não adianta me dizer que você está com a razão

Você não é da minha idade, é de outra geração.

Não tente entender o que eu faço

Também não me pergunte o que eu acho

Não me diga que eu devo seguir o seu caminho

Se eu tiver que errar quero errar sozinho

Vocês tentaram e continua dando tudo errado

A sua tal experiência é coisa do passado

Você então me diz que tenho que entrar nesse esquema

E tudo isso é só um monte de mentiras

Não trace nenhum plano pra mim

A vida é minha e eu a quero assim!

Fica quieto – foi você quem perdeu

É melhor sair da frente que o futuro é meu

Manual

10 de dezembro de 2009


Falar de mim mesma é um meio de autocompreensão...

Nunca espere muito de mim, prefiro surpreender...
Não sou alguém de convívio diário...
Não pendse que vai sempre aturar minhas esquisitices...
Deixe que tudo seja espontâneo...
Sim! Eu sou uma pisciana nata , lunática , que ri e que chora.
Que apega e desaepega,
que se perde, que erra.
qu nem sempre demonstra corretamente aquilo que se passa em sua cabeça
mostrando Às vezes até o contrário, sem querer
Eu quero mesmo o bem de todos, e tenho prazer em ajudar.
adoro ter certeza de que a pessoa ao meu lado me atribui valor,
Odeio excesso de carinho e odeio ainda mais a falta dele.
Não quero alguém para me levar...sei andar sozinha
Quero alguém para caminhar comigo...
Não hesite em chamar a minha atenção:
mesmo que eu esnobe, mesma que despreza
tenha a certeza de que , no fundo, é o meu jeito de tentar mantê-lo preso a mim...
Mesmo que isso não dê certo sempre
Gosto da simplicidade , mas da vaidade também.
Busco dar um pouco mais de equil`brio à minha vida desequilibrada.
Mas se tudo está certo demais, trato logo de dasarrumar...

Sou indecisa, desorganizada, temperamental...
Faço o possível para viver de acordo com os prórpios princípios...mas fujo deles às vezes...
Busco entender as coisas, os outros e eu mesma.

Sou contraditória, confusa, perdida.
Mas não confuda com hipócrita, falsa.

Há dias que sou ponderada, racional, categórica...
Há outros em que sou intensa, viva, emotiva,...

Detesto dependência, mas não sou desapegada de tudo...


Já errei por falta de precaução,
Mas já errei também por excesso dela...
E doeu mais...

E mais uma coisa: Me olhe com atenção, porque o que vê é apenas uma fração, muito limitada, do todo o universo que sou.

Universo de uma psciana

10 de dezembro de 2009


(Parágrafos aleatórios)

Décimo segundo signo astrológico do zodíaco, situado entre Aquário e Áries e associado à constelação de Pisces.

Entendimento da compaixão e da empatia.

Piscianos são as águas universais das emoções.

Eles choram, riem, sofrem, se alegram pelo que eles sentem, e levam tempo para descobrirem que também são assim pelo que os outros sentem.
Em Peixes temos o simbolismo do amor universal.
Não é à toa, o universo inteiro de Peixes evolui em torno da sensiblidade e das emoções.
São aquelas pessoas que irão trazer para casa os amigos sofridos e, os desconhecidos também.
Se você tiver sorte, Peixes se controlará e apenas trará os animais abandonados que encontrou pelas esquinas da rua.

E, a pureza emocional de Peixes é tamanha, que é difícil lhes dizer não.

Este signo tem um elo de comunicação direto com as manifestações do invisível.

A intuição, a sensitividade, a linguagem musical, a expressão criativa das pinturas, das artes em geral.

Tudo que, através de formas não verbais ilustrem as emoções humanas.
Peixes é o signo que consegue nos apontar o divino em cada um de nós.

E, por pertencerem a um universo pessoal tão solúvel e sem fronteiras, são pessoas adaptáveis, e podem se sentir à vontade em qualquer lugar.


Na realidade, é assim porque carregam seu rico mundo interno para onde vão.
Caminham pela vida, sonhando e devaneando com um mundo melhor.

Amar para Peixes é uma necessidade.
Ele fica confuso quando não encontra um objeto de amor.

Sem amor concreto, ele fica em um estado de sentimentalismo, dado a humores oscilantes, tendendo a dramatizar suas emoções - Peixes fica sem rumo, perdido.
Ao longo de um saudável crescimento, Peixes vai evoluindo na expressão amorosa: primeiro desenvolve o amor no âmbito familiar estruturando a personalidade, depois aprende a proteger e a se doar e finalmente poderá se sentir uma pessoa forte direcionando suas emoções e seu potencial amoroso nos pequenos detalhes do dia a dia.
Peixes é feliz quando pode distibuir seu amor.

São bondosos ,criativos e inteligentes (cof-cof), .Se tem um objetivo, o pisiciano é capaz de perseguí-lo com todas as forças até alcançá-lo. Não costuma guardar mágoas e perdoa com facilidade. Pode sonhar com dor e sofrimento porque tem um espírito muito humanitário, mas o amor não fica de lado. Os sonhos premonitórios também marcam presença, já que a sua mediunidade costuma ser muito acentuada

Último signo do Zodíaco, Peixes também é o último da série dos signos mutáveis, aquele que dispersa e distribui tudo o que todos os signos anteriores construíram e criaram no ciclo de manifestação. Assim como ele se dedica ao entendimento geral de tudo, porque sabe que tudo tem um fim, também sabe que está na fronteira de dois mundos. Um mundo que termina, outro que deve começar dentro em pouco. Nesse limiar, Peixes permanece, sentindo e pressentindo o que ainda virá, e o que já foi, tentando ensinar ao mundo a lição de todos somos partes de um mesmo organismo, que não há separação.




No mar de emoções instáveis como o oceano, governado por Peixes, está este signo que acompanha todos os que estão se despedindo de um ciclo, daí sua relação com os internatos, os que saíram do convívio humano, aspirando uma ordem ainda invisível. Os hospitais, onde muitos passam de um plano para outro, também é o lugar relacionado com peixes, assim como os portos, onde se vê ao longe a possibilidade de um mundo que se desconhece, mas que se pressente.



Peixes representa o conseqüente escapismo, a fuga do mundo, o devaneio e o ar vago, a modéstia e um certo ar de vítima do mundo que às vezes exibe. Com a enorme empatia que sente pelos desfavorecidos, Peixes quer a justiça, mas a divina, pois "seu reino não deste mundo" e ele entra pela porta dos fundos em todas as situações, mas acaba sempre dando seu recado, porque o céu fala por sua boca.



Assim é Peixes, que às vezes é saltimbanco na vida, sem saber muito bem como anda e para onde vai, sempre seguindo com fé sua intuição e sua sensibilidade artística, principalmente musical. Peixes vê com os olhos amplos, fixos no horizonte e pouco lhe interessam os detalhes. "Navegar é preciso" é um lema deste signo, lítico, incompreendido, sentimental ao extremo, capaz das maiores loucuras e das maiores provas de compaixão humana. Almeja o transcendente, como Sagitário ou Escorpião, mas à sua especial maneira – sem fazer alarde, sem querer convencer ninguém, mas com uma força de alma que é conhecido pela sua "reza forte", que cai como uma bênção nas almas aflitas.

De delicada sensibilidade , graciosa e quase etérica, sonhadora e profunda em suas reflexões, parece viver fora da realidade e que não lhe importa o mundo ao seu redor. Porém, pode se suceder que Peixes dê, também, no aspecto físico, um tipo distinto e oposto em sua expressão.




Júpiter e Netuno, ambos regentes ao seu modo, cada um deles aporta do pisciano suas qualidades e defeitos. Júpiter é benevolente, extrovertido, exuberante, justo e alegre. Netuno, oitava superior de Mercúrio, geralmente dá seus aspectos negativos, pois os positivos os recebem uma Alma muito superior; então, vamos achá -Ia muito sensual, fácil às tentações, indolente e pouco dada aos cuidados pessoais. Não se pode generalizar isso: ainda que de modo corrente essas duas tendências se equilibrem, pode só predominar em especial uma delas. A maturidade que pode alcançar é profunda, mas com grande sentido de sacrifício.



Seu lar é sua máxima satisfação; devota de seu marido, tratará de lhe dar todas as suas complacências. Susceptível como o Mar aos movimentos da Lua, pode cair em estados de forte depressão. Em seu lar, assim como em sua própria personalidade, mostrará "um dos dois peixes": ou o ordenado, sério, delicado e limpo, ou o outro, que é totalmente o inverso. Sendo um pouco débil, é necessitada de compreensão; e pode se sublimar com as manifestações da Arte.



Muito idealista no amor, pode de pronto passar grande parte de sua vida buscando a sua companheira, a de seus sonhos, resultando assim um tanto "donjuanesco".



Fortemente sensual, pode se voltar para um exclusivismo egoista; porém, em momentos difíceis, impera sua generosidade, com a qual envolve por completo a seu companheiro. Pode ser duro, mas não injusto; precisa ser aceito para não se sentir abandonado. Como não consegue aguentar a rudeza e o esquecimento, pode se casar mais de uma vez. Tem uma alma de músico, escritor, poeta e de todas facetas estéticas.

São pessoas que precisam: Dançar, e de uma causa nobre pela qual lutar e que faça a vida delas ter um sentido. Procuram intensa e profundamente um significado, e enquanto não encontram um propósito pelo qual lutar andam como que perdidas no mais incompreensível dos infinitos.




Na melhor das hipóteses são: Espirituosas, românticas, serenas e poderosas, caritativas, amorosas, compassivas, emocionalmente profundas e verdadeiras, de mente aberta, comprometidas, sábias, simpáticas, abnegadas, receptivas e tolerantes.



Na pior das hipóteses são: Fantasiosas, tímidas, erráticas, vagas, irracionais, passivas, sem caráter, hipócritas, irresolutas, melancólicas, pessimistas, dadas a vícios, cheias de dedos.



Quando pensam são: Esperançosas, inclinadas a perdoar, amantes da boa vida. Abertas a todas as idéias e influências, finamente sintonizadas com as emoções e guiadas por intuições profundas. Imaginativas, sentem muito e respondem à altura das sensações.

Quando agem são: Gentis, calmas e tolerantes. Se adaptam rapidamente a todo tipo de mudanças, e colocam as outras pessoas, mesmo que não as conheçam, em primeiro lugar. Procuram ser simpáticas, e tornar o ambiente divertido.

No trabalho são: Procuram variar e ser criativas, mesmo que em ambientes rotineiros. São altamente expressivas e se ocupam de estabelecer uma alegre desordem para descontrair o ambiente. Podem interessar-se muito por dinheiro ou não prestar-lhe atenção alguma.

Gostam: Tudo que seja abstrato, misterioso e infinito. Há também os tipos materialistas, que se agarram ao mundo prático com o mesmo misticismo de quem pratica meditação transcendental. Atividades culturais e dança, muita dança. Gostam de tudo relacionado à arte.
Detestam: Ambientes hostis, crueldade, mentira, hipocrisia, limites, lugares em que não se sintam entrosadas, magoar alguém, sentir-se rejeitadas, falta de incentivo, pessoas insinceras, ser tapeadas e ser pressionadas.

Socialmente são: Ouvem muito e aceitam o que ouvem sem críticas ou censuras, assim como também não se chocam com nada, podem compreender e tolerar tudo. Por isso, transformam-se em clássicos ombros amigos em quem todo mundo se apóia.

O Mito do signo de Peixes está ligado ao Deus Netuno mas é representado por dois peixes ligados por um cordão de ouro. Estes dois peixes olham cada um numa direção, daí a ambivalência deste signo. Ninguém é mais volúvel e mutável do que Peixes. Ele se disfarça, muda como um camaleão, e adora fazer teatro e criar personagens. De qualquer maneira ele precisa permanecer no mundo da fantasia pois a realidade é algo incompreensível para ele. Ele não consegue lidar com a matéria.




Também o mito do Cristo é associado ao signo de Peixes. Aliás, a Era de Peixes é a Era em que nos encontramos. Ela será substituída pela Era de Aquário (em 2.460 aproximadamente), e no momento estamos vivendo a superposição das duas Eras. A Era de Peixes é a era dos grandes avatares, como Buda, o Cristo, São João Batista, e outros que vieram trazer para a humanidade a mensagem da Era de Peixes, a Era do Sacrifício, a Era do Amor ao Próximo. Será que a humanidade aprendeu a lição nestes dois mil anos? Não, ainda não....



Aí está porque o signo de Peixes é tão devotado e se sacrifica tanto pelo outro ser. A chave para compreendê-lo é a palavra "Compaixão". Ele possui uma grande compreensão daquele mistério que diz que ‘dentro de cada homem há um Deus’. Ele compreende o significado do princípio hermético "Deus é mente, o Universo é mental". Ele faz parte da Mente Divina. Ele vê em cada ser humano a pequena parcela Divina que ali reside e por esta razão ele perdoa, perdoa sempre.



No seu lado negativo falta-lhe perseverança, disciplina, continuidade e dedicação ao trabalho. Ele não age, espera, e se acha sempre vítima das circunstâncias. Por esta razão permanece passivo e espera que, do Céu, lhe venha uma ajuda providencial.



No amor são: Sensuais, com um coração que se magoa facilmente, mas que também está disposto a se dar por inteiro. Apreciam muito a confiabilidade da pessoa com quem se acompanhem, e fazem com que ela se sinta amada, desejada e tendo importância fundamental.


E etc, etc, etc, etc e etc.

Será que sou assim?

Não é coisa de Nerd!

21 dezembro de 2009


Essa estória ( com 'e' mesmo) de 'nerd' é realmente complicada. É mais um estereótipo para classificar e separar a sociedade. E essa classificação particularmente tem me irritado. Ou você é ignorante ou então é 'nerd'. 'Nerd' é qualquer pessoa que tenha um pingo de interesse por qualquer conhecimento formal, intelectual, assim eles classificam. O problema é que eles atribuem a esse nome várias outras características, e tachando alguém de 'nerd' estará automaticamente atribuindo essas características a ele também. É fácil de perceber. Só de pronunciar a palavra 'nerd' já formamos a imagem de uma pessoa bitolada por estudos, que não faz nada além disso. Os adolescentes são os principais 'estereotipificadores'/ alvos, eles adoram classificar. Qualquer 'papo' que esteja voltado para algo que não seja relacionamentos é papo de 'nerd'. Qualquer conversa que tenha uma análise levemente mais profunda, é tachada (novamente) de filosofia, como se filosofia fosse algo tão superficial assim... E isso vai gerando uma certa repugnância por parte deles de qualquer aprofundamento ou questionamento, por mais importante que seja para esse período da vida. Um exemplo? Simples... Os jovens só são 'legais' quando eles como gente 'legal'. Isso signfica que só é legal quem tem uma conversa abarrotada de gírias, vícios e erros gramaticais. E quando um jovem tenta falar um pouquinho mais correto, já vem aquele velho apelido de 'nerd'. Tudo bem que não é preciso que falemos tão correto assim, todavia devemos tentar ao máximo. Afinal, a gramática existe com uma finalidade, que não é complicar ainda mais nossas vidas, acredite! Pensando nisso, encontrei um blog muito interessante que, de modo cômico, nos chama a atenção para erros comumente cometidos e a maioria nem sabe que está errando. O endereço é aosolhosdaalma.vilabol.uol.com.br/erro.htm . Mas é só navegar um pouco pela Internet que encontrará vários blogs e sites com o mesmo objetivo. 

segunda-feira, 1 de março de 2010

Águas de março

Bem, pessoal! O Ano-Novo deu início a Janeiro que passou rapidinho, em seguida veio o Fevereiro com o Carnaval e Março vem aí... Mês importante esse!  Na verdade, cada mês é muito precioso. Entretanto, por motivos pessoais, o mês de Março me interessa. Não exatamente porque é o mês do meu aniversário. Mas por ser um mês peculiar. Com um pouco mais de experiência e conhecimento quero fazer um livro sobre este mês.

Enquanto não escrevo o livro, farei um especial aqui neste blog sobre o mês de Março. Tentando escrever um pequeno texto sobre cada dia dele em seus respectivos dias. Primeiro, gostaria que perdoassem a minha pobreza de informação, mas estou isolada em casa e tenho somente uma fonte: a Internet.

Para começar, é interessante saber que o nome 'Março' apareceu na Antiga Roma, quando Março era o primeiro mês do ano e se chamava Martius, e depois Marte, o deus da Guerra. Março é primeiro mês da primavera na terra de clima mediterrânico e era a época em que iniciavam as temporadas das campanhas militares. A origem do nome também remete a Maris, com sentido de 'macho, do sexo masculino'. O deus Marte foi de tal importancia para a humanidade que quase todas as línguas usaram seu nome para determinar o nome desse mês. O que é uma ironia, pois o terceiro mês do ano é marcado especialmente por um dia em que todos prestam homenagens às mulheres, que não são uma minoria mas que ainda são oprimidas por nossa cultura machista, mesmo no século XXI.

Nele também se inicia o Outono, o que justifica o título do artigo. 'Águas de março', como deve saber é o nome de um clássico da Bossa Nova composto por Antônio Carlos Jobim, o Tom Jobim. Na interpretação mais conhecida da canção ( e a mais bela, em minha opinião), Elis Regina acompanha Jobim. "São as águas de março fechando o verão, é a promessa de vida do teu coração" é um trecho marcante da canção que descreve a troca de estação que acontecesse nesse mês tipicamente chuvoso. Ao fim das 'águas' acaba o Verão e entra o Outono. Quem quiser ter o prazer de escutar a belíssima canção em questão, acesse o link:


Para quem acredita em Astrologia, nesse mês, entra-se com o signo Peixes e já final, muda para Áries. Peixes é o último signo do zoodíaco e Áries o primeiro. O ciclo se reinicia. Diz algo?


Há uma porção de coisas para se dizer sobre o mês de março. Está afim de ver como cada dia é importante? Acompanhe os artigos seguintes sobre cada dia do mês. O especial da vez é o Mês de Março!


Obrigada e até logo!