Depois de quase seis meses vendo tudo como uma pintura impressionista, finalmente criei vergonha e comprei meus óculos. Fui buscá-los ontem, e da ótica já parti para outras bandas. Impressionante como lentes novas realmente transformam tudo. Mal pisquei os olhos para observar aquele trajeto que fazia e ainda faço todos os dias. Agora, com as novas lentes. Tudo estava diferente! As cores, os detalhes e até o formato estava levemente alterado. E a minha imagem no espelho então...Li todas as placas do caminho. Todas mesmo! Observei todas as pessoas. Todas as paisagens. Reconheci as pessoas sem que elas estivessem tão próximas. Notei o quanto a cidade estava cinza. O quanto as queimadas haviam atingido nos últimos dias...
Será bacana depender de ninguém para pegar o ônibus certo. E não pedir ajuda à velhinhas na parada de ônibus. E conseguir anotar tudo o que está no quadro. Independência visual?!
: )
(Precisava compartilhar esta experiência).
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Um manto negro e pesado me deixa constatemente cansada e desmotivada agora. Sou fraca e frágil. Sei que posso ser forte. E não quero ser forte. Mas não me contento com a fraqueza. Eu me pergunto se pararei de chorar até o fim do dia. Eu me pergunto se consiguirei algum dia expressar mais claramente o que é isso. Isso o que sinto. E pergunto ao cosmos se desvendarei o mistério de mim. Porque agora, agora mesmo, eu não tenho e não quero nada. Não quero pessoas. As pessoa não me convêm. Nada quero. Porque tudo foge de mim e fujo de tudo. Nada tenho porque fracasso e desorientação não significam nada. Nem a mim mesma, porque me perdi e meio à minha confusão. Qual é a razão da existência?
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
O incômodo invisível, indefinível
Falar sobre algo que não sabemos o que é me parece ser uma tarefa muito difícil. Há algum tempo algo vem me incomodando. Mas eu não sei dizer o que é. Não consigo encontrar uma palavra que o defina com clareza ou algo perto disso. É muito abstrato. Como desabafar algo que você nem sabe o que é? Um sentimento novo? Louco, talvez? Eu não sei. Só sei que ele me pertuba há muito, muito tempo. E tem me pertubado mais nos últimos dias. O que posso dizer sobre essa coisa é que ela faz com os momentos de bem-estar e felicidade sejam 'eventos', porque ela predomina os outros momentos. Esses momentos 'bliss' parecem ser aquele intervalo de descanso. E sim, quando estou com essa coisa não estou bem. Não é eu esteja ruim. Mas não estou bem também. A vida perde o brilho. Perco a empolgação com as coisas que eu mais gosto e me divirto. Sinto uma dificuldade enorme em encontrar o prazer nas coisas. E me frusto muito. Me sinto impedida por mim mesma de alcançar qualquer coisa. As lágrimas descem sem emoção. Um forte ímpeto de fuga não sai de minha mente. Um sentimento de total inadequação ao mundo transborda em mim. Não, não é algo passageiro. Não, não há motivos para me sentir assim. Ao contrário, tanto não tenho motivos como a própria falta deles ainda me causa repugnância de mim mesma. Pareço tomar litros de de melancolia todos os dias no café-da-manhã. Os meus eus estão um em frente ao outro, nuam luta selvagem que não tem nem finalidade nem resultado. O que está acontecendo comigo? Como posso progredir se estou assim? Essa sou eu mesma ou eu estou fora de mim? Não consigo encontrar minha vontade. Estou fugindo de mim.É medo? Medo de mim? Medo do fracasso? Falta de objetivos concretos. Excesso de anseios e frustações. Ambições sem ambições. Quem irá entender? E é para se entender? Uma cegueira que vai além da cegueira física, porque insisto em tropeçar nos meus pés. Por que não estou feliz com os meus pés?
domingo, 5 de setembro de 2010
Em meu quarto, há um espelho razoavelmente grande pregado na parede, e fica em frente à cama. Não tão grande assim. Mais ou menos 1,5 X 0,7m. Um dia desses, como sempre faço, cheguei em casa e fui direto ao meu quarto. Sentei na cama e olhei para o espelho e vi que o quadro atrás de mim refletido no espelho estava torto. Me levantei e tentar ajeitar o ângulo do quadro.
Voltei a me sentar em frente ao espelho, mas logo me levantei para colocar a cama no ângulo certo também. E ,quando me dei por mim, estava trocando tudo de lugar, ajeitando o ângulo das coisas porque estava tudo torto. Fiz uma revolução no meu quarto: consertei a posição da mesa, dos objetos em cima dela, do sapato no canto da parede, das cortina, do criado-mudo, das fotografias....Uff!
Retornei à posição inicial. Não era possível que as coisas no quarto continuavam tortas. Entretanto, olhei para o espelho e as coisas pareciam estar mais tortas ainda. Foi quando, já irritada, eu notei que o que estava torto era o espelho!
Voltamos à discussão sobre referenciais, não
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Nada e tudo
Nada tenho
Tudo quero
Tudo, tudo está misturado.
Nada, nada é verdadeiro...
O que foi que pensei quando assim te olhei?
Era tudo? Ou simplismente o nada?
Fomos ao nada e pensamos que era tudo.
Tudo é nada e nada é tudo?
Aonde está a lógica desse sistema?
Aonde está o sentido deste poema?
De onde tirei que lógica e sentido são baseados em tudo e nada?
Talvez se eu abrisse um espaço entre cada letra de NADA
e mudasse a posição, ANDA, teria mais sentido. Teria?
E TUDO? OTDU, DOTU, TODU, UDOT, OTUD...
Tudo quero
Tudo, tudo está misturado.
Nada, nada é verdadeiro...
O que foi que pensei quando assim te olhei?
Era tudo? Ou simplismente o nada?
Fomos ao nada e pensamos que era tudo.
Tudo é nada e nada é tudo?
Aonde está a lógica desse sistema?
Aonde está o sentido deste poema?
De onde tirei que lógica e sentido são baseados em tudo e nada?
Talvez se eu abrisse um espaço entre cada letra de NADA
e mudasse a posição, ANDA, teria mais sentido. Teria?
E TUDO? OTDU, DOTU, TODU, UDOT, OTUD...
Assinar:
Comentários (Atom)