A Literatura, ainda que perdida no meio de devaneios de um professor talvez excessivamente informado, sempre inspira e enriquece a alma. Enquanto ele nos leva a um caleidoscópio de conhecimentos, milhares de sentenças soltas vêm à mente.
Onde estará agora o discernimento entre realidade e fantasia? Os dois mundos se mesclam psicodelicamente, tentando formar um trança-estrada que não leva a lugar nenhum.
As memórias se laçam com as expectativas, a experiência e a imaginação dançam tango. O professor relaciona o Mito da Caverna com os Shoppings Centers.
O azul , o rosa, o laranja, o verde, o amarelo, o preto, o cinza, o rosa e o branco brincam de pique-e-esconde; os cheiros se misturam e se separam; penso no que eu planejo fazer...terei tempo para fazer tudo? Penso no quanto tenho para aprender, o quanto ainda preciso fazer para chegar perto de onde eu quero. O professor então comenta algo sobre publicação de artigos em revistas acadêmicas.
Penso nas minhas canções favoritas. E quais são elas? Que curioso! Não sei quais são as minhas músicas favoritas... talvez eu não goste de nenhuma em especial. Acho que eu gosto de muitas coisas. Mas nada especialmente. O homem engraçado na minha frente continua a falar. Estou atenta ao que ele fala, mas outra parte de mim não deixa de ligar cada palavra dele a uma outra coisa.
Então paro para observar aquela figura. Tem os olhos cansados, sem perder o brilho. O sorriso amarelo. A sede de um estudioso ainda fortemente presente. A mistura de falta de fé no mundo, com a forte presença da mesma o suficiente para ainda tentar mudar alguma coisa. Imagino as diversas experiências que ele já teve, principalmente as internas. Sinto uma vontade de apertar suas bochechas e pedir que ele nunca desista, mesmo quando completamente ignorado.
Penso então sobre o fim. O que é o 'fim'? Confirmo e duvido da existência deste. O fim delimita, acaba, recomeça... o Fim nos questiona: Qual é a razão disso tudo? Foi útil? Divagar é bom, mas agora chega.
Garçom! Por favor, a conta. Enquanto não descobrimos a finalidade do fim, o ponto-final dá um empurraozinho.
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