Não quero mais a lapidação de mim!
Agora eu abraço meus anseios,
abarco meus desejos,
e aceito meus defeitos.
Se quer mesmo saber, que venham os defeitos!
Abri mão de me consertar,
de ficar o tempo todo tentando chegar à conclusão que eu nunca vou ser.
Ah! Agora? Eu venero meus defeitos.
Vanglorio meus erros.
Me divirto com eles.
É, eu já pisei na java mil vezes!
Já fiz tomei milhares de escolhas erradas sim,
E me arrependi tanto que errei de novo!
Claro que eu me arrependi depois, então fiquei me torturando até errar outra vez.
Fiquei lá sentada no chão, tentando remontar meus cacos.
Mas as peças desse quebra-cabeça não encaixam, né?
Fazer o quê?
Vai ver elas não devam se encaixar.
Sou birrenta sim,
contraditória sim,
imperfeita sim!
Não sou santa!
Estou longe, bem longe, de ser uma princesinha
dessas de romancinhos e nem das de Esopo.
É que eu me divirto muito mais fazendo papel de vilã,
que é sádica, que é destrutiva, que é divertida.
Aquela que nada num sentido, até que
os outros peixes decidam nadar no mesmo sentido que ela,
Aí ela dá um jeito de ir para o outro lado só para nadar contra a maré.
Pura implicância!
Além disso, sou cheia de vícios.
Mas não são esses vícios terrenos não.
São de outra instância.
E são piores! Ah se são!
Eu me libertei nos meus conflitos,
nas minhas intrigas entre eu e eu mesma.
Voei, voei e voei, e,
lá em cima,
descobri que queria mergulhar.
Não, meu bem, estabilidade não é para mim.
A incerteza me traz vida.
Oscilo entre o yan e yang.
....
(to be continued)
É isso aí: Costurando pensamentos... Descosturando regimentos.
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