Há dias em que a gente acorda e que a gente não quer o mundo.
"Fora todos daqui! Saiam de mim!", pensamos.
Então a gente se recolhe unicamente para o mundo dentro da gente.
Ficamos ali , meio perdidos, meio encontrados.
Tentando encontrar a chave para um enigma que não tem chave.
Porque o código que descodifica este engima muda todos os dias.
Mal chegamos próximos de descobrir um, mal nos distraímos,
E quando nos damos conta, o código já mudou de novo.
Então perdermos a paciência.
Será que fazemos tanta questão assim de descodificá-lo?
É neste momento que descobrimos o mundo.
Nos deslumbramos com o mundo.
Percebemos as coisas maravilhosas que ele pode nos proporcionar.
Então o abraçamos forte.
E vamos por aí, com olhos curiosos, desvendando cada detalhe.
Mas chega o dia da decepção.
Descobrimos que todo o deslumbre,
na verdade, era coisa da nossa imaginação.
E a verdade é muito azeda.
Descobrimos que não se passam de ideais.
Então, vamos, pouco-a-pouco, nos recolhendo outra vez para nosso próprio umbigo.
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